Desde a minha adolescência eu tinha uma fantasia de transar com alguém no meio da floresta. Ficava imaginando um lenhador canadense ou alguém que pudesse se deitar comigo em um cobertor e fazer amor em uma paisagem como a daqueles filmes da sessão da tarde. Um monte de mato, um rio com algumas pedras, uns pinheiros…
Quando cheguei próximo disso dando para um amigo num matinho de uma rave, percebi que aquilo era bem longe do ideal. Claro que nossas roupas ficaram, na medida do possível no lugar. Não dá pra ficar nua e correr o risco de entrar um grilo na sua perseguida, né? Formiga no peito então, nem pensar! Teve que ser em pé mesmo! Encostada em uma árvore para não cair, mas só a mão, porque encostar as costas todas é correr o risco de ter uma cigarra grudada no cabelo, ser esmagada contra um besouro ou coisa parecida. Resmindo, foi horrível! É femininamente impossível gozar ao mesmo tempo em que você se preocupa com os insetos subindo na sua perna!
Porém, mesmo depois dessa experiência, tenho revisitado essa fantasia com alguma frequência esses dias. Não são só os riachos e os pinheiros, mas desertos, savanas, florestas e até a Antártica! Claro, nas minhas fantasias não existem bichos, nem frio, apenas eu, a natureza e Bear Grylls. Com uma camiseta estilo Hering, verde militar, suada e uma calça cáqui.
Claro que ele não comeria bichos gosmentos nem zebras mortas, mas acenderia uma fogueira, faria uma cabana de folhas de bananeira and Jah provides the bead! Adoraria colocar o Bear à prova de tudo o que eu quisesse.
