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Filmes PeriGOZOS

Ontem, depois da leitura educativa no blog A Mão do Macaco, resolvi dar um pulinho a uma locadora de filmes pornôs (sim! eu sou uma mulher e sim!, eu vou à locadora pornô!).

É claro que antes de entrar a gente tem que deixar do lado de fora o o bom gosto, o senso crítico e muitas vezes o estético. Ainda mais se você vai em uma locadora onde só tem fimes pornôs. Porque não é como uma locadora qualquer que tem uma salinha só com o the very best of. Lá tem de tudo, de Leila Lopes à necrofilia (!!!).

Mas ok! Tinha lido lá pra isso (não, nem pra Leila Lopes, muito menos necrofilia)! Agora, gente, qual é o problema com as pessoas que dão nomes à filme pornôs? Não, ainda não foi indignado o suficiente: QUAL É O PROBLEMA COM AS PESSOAS QUE DÃO NOMES AOS FILMES PORNÔS??????? Tenho certeza que com poucos exemplos vocês entenderão minha revolta. Dos nacionais: “CálCUlo Perfeito”, “PeriGOZOS”, “Vivi.com.anal”, “Senhora dos anéis”, “Amante tira, marido põe”, “Babando por você”. O pior não é o clichê, são os trocadilhos infames!!! E, pior, no caso de CáulCUlo Perfeito e PeriGOZOS eles são escritos dessa mesma forma! Destacando em outra cor “CU” e “GOZOS”. Quer dizer, além de mau gosto o infeliz ainda te chama de idiota! Porra! Tudo bem que eu sou loira, mas se fui lá pra isso, né?

E os gringos não ficam por baixo, não, entre as pérolas: “All Internal”, “Red heads”, “Up and Load” e o infame “Mad Muffin”. Calma, não precisa se desesperar se você não entendeu o ‘Mad Muffin”! Esse filme, digamos, exótico estava na sessão “peludas”. Ok, gente, gosto não se discute, mas não pude me revoltar ao ver um mocinho (fofo, viu?) devolvendo 4 filmes cabeludos! Ah, sabe, muita sacanagem! A gente aqui sofrendo com a depilação, penando pra deixar tudo lindinho, as vezes vale até desenhinho com cera colocada por palitinho de unha, pra isso! Isso não é justo!!! Mas tudo bem, o resultado é lindo e eu não troco por nada!

Bom, lá fui eu pelas sessões bang gang (adoooro!), squirting (ui!), lesbicas, teen, interracial, gordinhas, peludas, bundudas, peitudas… Eu eu achei que já tinha visto de tudo! Até aí, tudo bem! Agora a sala dos fetiches é sempre minha favorita! Só até a metade, porque você entra tem podolatria, submissão, ponygirls, bdsm, fetiche gótico. E as sessões bizarras: zoofilia, necrofilia, escatologia, etc, etc, etc. Nada contra, mas eles poderiam ser um pouco menos explícitos na capa, nem todo mundo gosta de ver pau de cachorro e mina comento cocô! Argh!

Ok, concentra, respira fundo, concentra! A idéia era levar um filme para uma noite interessante. Como era eu que estava escolhendo, acabei levando só coisas do meu gosto. A idéia era alugar um, mas acabei ficando com cinco! Em ordem do que mais agradou (pelo conteúdo antes de assistir):

* Tania Hyde’s Cabaret Bizarre

* Fetish Factory

* Big Ass Fixation 3 (Com a Flower Tucci – aê, Macaco!)

* Jack Ass Out

* All you can eat 3

ATA-ME!

Ai, genteeeeeemmmmmm!!!!!! Tem coisa mais gostosa do que uma corda bem apertada na hora H?

Tá, eu sei que tem um monte de gente que vai dizer que tem, mas como eu não vou ouvir e o blog é meu, não, não tem! Ai, sabe, descobri essa vocação na vida: ser amarrada! Eu simplesmente a-do-ro! Infelizmente ainda não tive a oportunidade de ser endurada no teto (sonho de consumo), mas um dia eu chego lá.

Sim, sou fã de bondage! De todos os tipos, se tiver um tapinha, um chicotinho, então… ui! Claro que tudo tem que ser intercalado com beijinhos e carinhos, mas um nozinho bem aperdado nos pulsos para deixar uma mulher bem submissa e vulnerável é tudo na vida!

Não venha me dizer que Freud explica, porque Freud e todos os outros que tentam analizar o sexo ficam bem de fora do meu quarto nos momentos mais caliente! Eu comecei que nem todo mundo, um lencinho pra amarrar as mãos, um lencinho pra mão e outro para os olhos, um para mão, um para os olhos e outro para as pernas e quando vi estava parecendo uma minhoca!

Depois que você se permite amarrar ao gosto do freguês (sim, meninas, hã que se ter alguma intimidade!), é um caminho sem volta. Claro que você ainda vai gostar daquela rapidinha em pé no banheiro da balada, mas oo bondage sempre vai ter gostinho de quero mais.

Na última vez eu fui amarrada com as pernas dobradas (de joelho) abertas e com as mãos para trás. Acho que não poderia ficar mais vulnerável. As cordas estavam bem apertadas e quanto mais eu tentava me mexer, mais marca elas deixavam em mim. Claro que (sim, depende da habilidade do parceiro) chega um momento que você simplesmente não consegue deixar de se mexer, daí é que o bicho pega!

Além da submissão (e, acredite, gata, cuidado para não se asfixiar no seu parceiro ou parceira) tem aquela parte boa que o nosso lado preguiça adooooora: você tá amarrada, né? É óbvio que o companheiro ou companheira vai ter que se empenhar bastante. Mas, não se preocupe com isso, para quem vir você dessa maneira, toda amarrada, vai ser um prazer venerar a forma que o seu corpo pode tomar.

Muita yoga, uma boa corda (de algodão se você for iniciante, de cânhamo ou cisal se quiser marcar lindas, porém doloridas e uma tesoura, para o caso de qualquer emergência. Com esse arsenal, o mínimo de habilidade e alguma imaginação, fica minha recceita para uma noite pra lá de quente!