Posts Tagged ‘sexo’

69

Ontem quase tive um orgasmo ao ver 69 visitas nesse cantinho tão quente! O Pepper Life teve seus momentos de glória, saiu na Trip, mas por pouco não morreu!

E, vejam só, ontem tivemos 69 curiosos lendo o post abaixo! Aliás, tinha que ser esse número delicioso! Como é gostoso fazer um meia nove, não? Chupar e ser chupada, fazer uma língua louca e explorar tudo… usar as mãos para fazer carinho nas bolinhas, na coxa, dedinho no períneo. Ui!

Vamos ser honestas, há que se ter alguma concentração para se equilibrar em três patinhas (um braço e duas pernas, porque a outra eu espero muito que esteja ocupada), lamber, chupar, apertar e se mexer. E ainda por cima gozar! Quanta coisa!

Não interessa! Um 69 é sempre bem vindo! Se você não conseguir fazer tudo isso e gozar ao mesmo tempo (nem pensando na Belladonna), não tem problema. Engole bonitinha e troca de posição!

Obrigada, queridos, por essa inspiração do dia!

Sexo: vai querer como?

Estive pensando esses dias sobre o sexo com amor. Não que eu não goste do bom e velho sexo por sexo – afinal não poderia desprezá-lo já que passei anos da minha vida sendo muito feliz com ele.

O sexo com amor não é necessariamente só carnal. Ele começa em outro patamar. Enquando o sexo por sexo começa com uma cantada ou um telefonema, o sexo com amor começa com um olhar, um sorriso. O sexo por sexo tem desejo, tem mão boba, tem apertões. O sexo com amor tem carinhos, preliminares certeiras e cumplicidade. O sexo por sexo tem cheiros novos, gostos novos, olhares novos. O sexo com amor tem muito beijo, muita saliva, muita língua.

Sexo é bom de qualquer jeito. Até quando é ruim.

Share with a friend

Sensacional, genial!

Ps.: Não tentem em casa, ela não encaixa como no comercial. Infelizmente ainda não tentei.

Com vocês, Mathilde

Feminilidade de Anais Nïn

Feminilidade de Anais Nïn

Esse conto que eu tanto falo, da gloriosa Anais Nïn, em Delta de Vênus:

“(…) Como será que ele me vê?, ela se perguntou. Levantou-se e trouxe um espelho comprido para perto da janela. Colocou-o no chão, encostado em uma cadeira. A seguir, sentou-se defronte do espelho no tapete e, olhando para ele, abriu as pernas lentamente. A visão era encatadora. A pele era perfeita , a vulva, rosada e plena. Pensou na vulva como uma folha de grindélia, com seu leite secreto, que a pressão de um dedo podia trazer à superfície, a umidadeodorosa que surge como a umidade das conchas do mar. Foi assim que Vênus nasceu do mar, com essa pequena amêndoa de mel salgado dentro dela, que apenas as carícias podiam retirar dos recantos ocultos de seu corpo.

Mathilde ficou imagnando se poderia retirar aquela umidade de seu cerne misterioso. Abriu os dois pequenos lábios da vulva e começou a alisá-la com suavidade felina. alisou-a para frente e para trás, como Martinez fazia com os dedos morenos e mais nervosos. Lembrou dos dedos morenos em sua pele, do forte contraste entre eles, da espessura dos dedos, cujo aspecto prometia machucar a pele em vez de provocar prazerao toque. Como ele a tocava delicadamente, pensou Mathilde, como segurava a vulva entre os dedos, como se estivesse tocando um veludo. Ela segurou a vulva como ele, com o indicador e o polegar. Com a outra mão livre, continuou as carícias. Sentiu a mesma sensação de dissolvência que sentia sob os dedos de Martinez. De algum lugar estava surgindo um líquido salgado, cobrindo os lábios do sexo; elle brilhava entre os lábios.”

That’s all, folks! Vale a pena comprar o livro e ler inteiro. A feminilidade com a qual ela descreve as coisas é imbatível. Ah, década de 40!

A prova de tudo

Desde a minha adolescência eu tinha uma fantasia de transar com alguém no meio da floresta. Ficava imaginando um lenhador canadense ou alguém que pudesse se deitar comigo em um cobertor e fazer amor em uma paisagem como a daqueles filmes da sessão da tarde. Um monte de mato, um rio com algumas pedras, uns pinheiros…

Quando cheguei próximo disso dando para um amigo num matinho de uma rave, percebi que aquilo era bem longe do ideal. Claro que nossas roupas ficaram, na medida do possível no lugar. Não dá pra ficar nua e correr o risco de entrar um grilo na sua perseguida, né? Formiga no peito então, nem pensar! Teve que ser em pé mesmo! Encostada em uma árvore para não cair, mas só a mão, porque encostar as costas todas é correr o risco de ter uma cigarra grudada no cabelo, ser esmagada contra um besouro ou coisa parecida. Resmindo, foi horrível! É femininamente impossível gozar ao mesmo tempo em que você se preocupa com os insetos subindo na sua perna!

Porém, mesmo depois dessa experiência, tenho revisitado essa fantasia com alguma frequência esses dias. Não são só os riachos e os pinheiros, mas desertos, savanas, florestas e até a Antártica! Claro, nas minhas fantasias não existem bichos, nem frio, apenas eu, a natureza e Bear Grylls. Com uma camiseta estilo Hering, verde militar, suada e uma calça cáqui.

Claro que ele não comeria bichos gosmentos nem zebras mortas, mas acenderia uma fogueira, faria uma cabana de folhas de bananeira and Jah provides the bead! Adoraria colocar o Bear à prova de tudo o que eu quisesse.

GreenLove

Os animais, fazem
A leoa e o leão fazem
Façamos, vamos amar!

Filmes PeriGOZOS

Ontem, depois da leitura educativa no blog A Mão do Macaco, resolvi dar um pulinho a uma locadora de filmes pornôs (sim! eu sou uma mulher e sim!, eu vou à locadora pornô!).

É claro que antes de entrar a gente tem que deixar do lado de fora o o bom gosto, o senso crítico e muitas vezes o estético. Ainda mais se você vai em uma locadora onde só tem fimes pornôs. Porque não é como uma locadora qualquer que tem uma salinha só com o the very best of. Lá tem de tudo, de Leila Lopes à necrofilia (!!!).

Mas ok! Tinha lido lá pra isso (não, nem pra Leila Lopes, muito menos necrofilia)! Agora, gente, qual é o problema com as pessoas que dão nomes à filme pornôs? Não, ainda não foi indignado o suficiente: QUAL É O PROBLEMA COM AS PESSOAS QUE DÃO NOMES AOS FILMES PORNÔS??????? Tenho certeza que com poucos exemplos vocês entenderão minha revolta. Dos nacionais: “CálCUlo Perfeito”, “PeriGOZOS”, “Vivi.com.anal”, “Senhora dos anéis”, “Amante tira, marido põe”, “Babando por você”. O pior não é o clichê, são os trocadilhos infames!!! E, pior, no caso de CáulCUlo Perfeito e PeriGOZOS eles são escritos dessa mesma forma! Destacando em outra cor “CU” e “GOZOS”. Quer dizer, além de mau gosto o infeliz ainda te chama de idiota! Porra! Tudo bem que eu sou loira, mas se fui lá pra isso, né?

E os gringos não ficam por baixo, não, entre as pérolas: “All Internal”, “Red heads”, “Up and Load” e o infame “Mad Muffin”. Calma, não precisa se desesperar se você não entendeu o ‘Mad Muffin”! Esse filme, digamos, exótico estava na sessão “peludas”. Ok, gente, gosto não se discute, mas não pude me revoltar ao ver um mocinho (fofo, viu?) devolvendo 4 filmes cabeludos! Ah, sabe, muita sacanagem! A gente aqui sofrendo com a depilação, penando pra deixar tudo lindinho, as vezes vale até desenhinho com cera colocada por palitinho de unha, pra isso! Isso não é justo!!! Mas tudo bem, o resultado é lindo e eu não troco por nada!

Bom, lá fui eu pelas sessões bang gang (adoooro!), squirting (ui!), lesbicas, teen, interracial, gordinhas, peludas, bundudas, peitudas… Eu eu achei que já tinha visto de tudo! Até aí, tudo bem! Agora a sala dos fetiches é sempre minha favorita! Só até a metade, porque você entra tem podolatria, submissão, ponygirls, bdsm, fetiche gótico. E as sessões bizarras: zoofilia, necrofilia, escatologia, etc, etc, etc. Nada contra, mas eles poderiam ser um pouco menos explícitos na capa, nem todo mundo gosta de ver pau de cachorro e mina comento cocô! Argh!

Ok, concentra, respira fundo, concentra! A idéia era levar um filme para uma noite interessante. Como era eu que estava escolhendo, acabei levando só coisas do meu gosto. A idéia era alugar um, mas acabei ficando com cinco! Em ordem do que mais agradou (pelo conteúdo antes de assistir):

* Tania Hyde’s Cabaret Bizarre

* Fetish Factory

* Big Ass Fixation 3 (Com a Flower Tucci – aê, Macaco!)

* Jack Ass Out

* All you can eat 3

ATA-ME!

Ai, genteeeeeemmmmmm!!!!!! Tem coisa mais gostosa do que uma corda bem apertada na hora H?

Tá, eu sei que tem um monte de gente que vai dizer que tem, mas como eu não vou ouvir e o blog é meu, não, não tem! Ai, sabe, descobri essa vocação na vida: ser amarrada! Eu simplesmente a-do-ro! Infelizmente ainda não tive a oportunidade de ser endurada no teto (sonho de consumo), mas um dia eu chego lá.

Sim, sou fã de bondage! De todos os tipos, se tiver um tapinha, um chicotinho, então… ui! Claro que tudo tem que ser intercalado com beijinhos e carinhos, mas um nozinho bem aperdado nos pulsos para deixar uma mulher bem submissa e vulnerável é tudo na vida!

Não venha me dizer que Freud explica, porque Freud e todos os outros que tentam analizar o sexo ficam bem de fora do meu quarto nos momentos mais caliente! Eu comecei que nem todo mundo, um lencinho pra amarrar as mãos, um lencinho pra mão e outro para os olhos, um para mão, um para os olhos e outro para as pernas e quando vi estava parecendo uma minhoca!

Depois que você se permite amarrar ao gosto do freguês (sim, meninas, hã que se ter alguma intimidade!), é um caminho sem volta. Claro que você ainda vai gostar daquela rapidinha em pé no banheiro da balada, mas oo bondage sempre vai ter gostinho de quero mais.

Na última vez eu fui amarrada com as pernas dobradas (de joelho) abertas e com as mãos para trás. Acho que não poderia ficar mais vulnerável. As cordas estavam bem apertadas e quanto mais eu tentava me mexer, mais marca elas deixavam em mim. Claro que (sim, depende da habilidade do parceiro) chega um momento que você simplesmente não consegue deixar de se mexer, daí é que o bicho pega!

Além da submissão (e, acredite, gata, cuidado para não se asfixiar no seu parceiro ou parceira) tem aquela parte boa que o nosso lado preguiça adooooora: você tá amarrada, né? É óbvio que o companheiro ou companheira vai ter que se empenhar bastante. Mas, não se preocupe com isso, para quem vir você dessa maneira, toda amarrada, vai ser um prazer venerar a forma que o seu corpo pode tomar.

Muita yoga, uma boa corda (de algodão se você for iniciante, de cânhamo ou cisal se quiser marcar lindas, porém doloridas e uma tesoura, para o caso de qualquer emergência. Com esse arsenal, o mínimo de habilidade e alguma imaginação, fica minha recceita para uma noite pra lá de quente!

ANAIS NIN – minha deusa inspiradora

Sim, eu sei que você se remexeu na cadeira quando leu “Anais”, mas não é o que está pensando! Eu prometo um post sobre o assunto, mas agora eu quero falar da mulher de libertou a putinha safada que existe dentro de mim.

Anais Nin foi uma grande escritora francesa da década de 40 e 50. Segundo ela, a única aberração em um ser humano era a incapacidade de amar. Anais realmente acreditava nisso. No primeiro livro que eu li, Delta de Vênus (confesso que comprei por causa da capa e do preço), a primeira história é sobre  um pai que tem um caso de amor com suas duas filhas. Bem chocante, mas nada comparado ao que estava por vir no livro: pissing, necrofilia (só um beijinho), orgias e outros devaneios.

A escritora tem como pano de fundo a França decadente, seus personagens quase sempre são pintores, artistas e modelos à procura de trabalho. Anais Nin narra (de maneira quase autobiográfica) suas andanças pelos subúrbios de París, à procura de sexo de todas as formas, muitas vezes embalados por drogas.

Meu conto favorito é o de uma de uma dama que abandona paris e vai para a América do Sul (atrás de putaria como todos muitos gringos) atrás de uma vida nova. Já na viagem conhece um marinheiro a bordo do cruzeiro e aproveita para uma festinha em sua cabine. Satisfeita, ela acaba descobrindo sua vocação: sexo. Quando chega ao seu destino, a tal dama acaba por abrir um bordel. Pausa na história! Alguém pode imaginar uma coisa mais excitante, chic, vermelha e aveludada do que um bordel latino dos anos 40? Algo no estilo Cambridge Hotel? Enfim, certa noite ela resolve convidar seus melhores cliente para uma festa. Todos fumam ópio e ela prova a deliciosa mistura de sexo e torpor. Começa a sentir suas mãos deslizarem por seu corpo, acariciando seus seios e não há ninguém que descreva melhor as sensações femininas do que Anais Nin.

Seguidora de Freud, ela deixa transparecer linhas freudianas em seus contos, o que requinta ainda mais suas descrições do prazer e do proibido. Para as ou os iniciantes, recomendo meus favoritos: Delta de Vênus e Pequenos Pássaros, que mais do que contos eróticos fabulosos, trazem as histórias de libertação.

SHIBARI – A linda arte de amarras japonesas

Imagine ser amarrada assim:

Esse é o shibari ou kinbaku como é conhecido aqui no Brasil. O shibari é uma antiga técnica de amarração usada para tortura na época do Japão feudal. Os nós são extremamente complicados e o resultado e a preocupação com a estética é imprescindível. Os nós são feitos com cordas de cizal (feitas de cânhamo) e o resultado são sempre marcas lindas e doloridas (soooo sexy!)

O shibari pode ser feito no solo ou com suspensão (meu sooonho!). O resultado é sempre muito bonito, mas o caminho é bem difícil. Para amarrar uma mulher, o homem tem que ser, além de carinhoso, muito cuidadoso. Quando você se entrega ao shibari, confia seu corpo, sua dor e sua alma às mãos de outra pessoa.

Se você gostou, eis minhas dicas para uma noite bem sucedida:
* A iluminação é muito importante (porque mulher adora reparar nas próprias estrias e celulites na hora “H” e com as cordas elas só tendem a ficar mais visíveis);
* Música sempre ajuda a criar um clima;
* E por que não velas? Você ainda pode aproveitar para pingá-las na amarrada;
* Nunca, nunca se esqueça de ter uma tesoura à mão (para qualquer emergência);
* Até ter uma certa prática, fique longe do pescocinho de sua amada!

E de resto é só usar a imaginação e algumas dicas como as que temos nessa figura.

« Entradas anteriores