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ATA-ME!

Ai, genteeeeeemmmmmm!!!!!! Tem coisa mais gostosa do que uma corda bem apertada na hora H?

Tá, eu sei que tem um monte de gente que vai dizer que tem, mas como eu não vou ouvir e o blog é meu, não, não tem! Ai, sabe, descobri essa vocação na vida: ser amarrada! Eu simplesmente a-do-ro! Infelizmente ainda não tive a oportunidade de ser endurada no teto (sonho de consumo), mas um dia eu chego lá.

Sim, sou fã de bondage! De todos os tipos, se tiver um tapinha, um chicotinho, então… ui! Claro que tudo tem que ser intercalado com beijinhos e carinhos, mas um nozinho bem aperdado nos pulsos para deixar uma mulher bem submissa e vulnerável é tudo na vida!

Não venha me dizer que Freud explica, porque Freud e todos os outros que tentam analizar o sexo ficam bem de fora do meu quarto nos momentos mais caliente! Eu comecei que nem todo mundo, um lencinho pra amarrar as mãos, um lencinho pra mão e outro para os olhos, um para mão, um para os olhos e outro para as pernas e quando vi estava parecendo uma minhoca!

Depois que você se permite amarrar ao gosto do freguês (sim, meninas, hã que se ter alguma intimidade!), é um caminho sem volta. Claro que você ainda vai gostar daquela rapidinha em pé no banheiro da balada, mas oo bondage sempre vai ter gostinho de quero mais.

Na última vez eu fui amarrada com as pernas dobradas (de joelho) abertas e com as mãos para trás. Acho que não poderia ficar mais vulnerável. As cordas estavam bem apertadas e quanto mais eu tentava me mexer, mais marca elas deixavam em mim. Claro que (sim, depende da habilidade do parceiro) chega um momento que você simplesmente não consegue deixar de se mexer, daí é que o bicho pega!

Além da submissão (e, acredite, gata, cuidado para não se asfixiar no seu parceiro ou parceira) tem aquela parte boa que o nosso lado preguiça adooooora: você tá amarrada, né? É óbvio que o companheiro ou companheira vai ter que se empenhar bastante. Mas, não se preocupe com isso, para quem vir você dessa maneira, toda amarrada, vai ser um prazer venerar a forma que o seu corpo pode tomar.

Muita yoga, uma boa corda (de algodão se você for iniciante, de cânhamo ou cisal se quiser marcar lindas, porém doloridas e uma tesoura, para o caso de qualquer emergência. Com esse arsenal, o mínimo de habilidade e alguma imaginação, fica minha recceita para uma noite pra lá de quente!

SHIBARI – A linda arte de amarras japonesas

Imagine ser amarrada assim:

Esse é o shibari ou kinbaku como é conhecido aqui no Brasil. O shibari é uma antiga técnica de amarração usada para tortura na época do Japão feudal. Os nós são extremamente complicados e o resultado e a preocupação com a estética é imprescindível. Os nós são feitos com cordas de cizal (feitas de cânhamo) e o resultado são sempre marcas lindas e doloridas (soooo sexy!)

O shibari pode ser feito no solo ou com suspensão (meu sooonho!). O resultado é sempre muito bonito, mas o caminho é bem difícil. Para amarrar uma mulher, o homem tem que ser, além de carinhoso, muito cuidadoso. Quando você se entrega ao shibari, confia seu corpo, sua dor e sua alma às mãos de outra pessoa.

Se você gostou, eis minhas dicas para uma noite bem sucedida:
* A iluminação é muito importante (porque mulher adora reparar nas próprias estrias e celulites na hora “H” e com as cordas elas só tendem a ficar mais visíveis);
* Música sempre ajuda a criar um clima;
* E por que não velas? Você ainda pode aproveitar para pingá-las na amarrada;
* Nunca, nunca se esqueça de ter uma tesoura à mão (para qualquer emergência);
* Até ter uma certa prática, fique longe do pescocinho de sua amada!

E de resto é só usar a imaginação e algumas dicas como as que temos nessa figura.